terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Atualizar o Win 7

 Passos:

1. Verificar no Painel de Controle/Sistema se tem o Service Pack 1 ( via de regra este serviço no Win 7 já vem instalado);

2. Usando o Google pesquisa: "baixar o Net Framework 4.5.2 e Instalar > ainda no Google, " baixar o update KB3138612, Instalar e reiniciar o PC> Buscar atualizações.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

As incontestáveis limitações e finitude do ser

by JCosta

Nunca entendi muito bem porque se fala pouco ou quase nada sobre a morte. Talvez seja o nosso comodismo de fugir de temas controversos: é mais confortável. Comportamo-nos como se a nós fosse reservada a possibilidade da existência infinita. Ignoramos o tempo. Resistimos a reconhecer as nossas limitações e em razão disto, muitas vezes, não aprendemos a lidar com elas. Então quando não conseguimos mais carregar uma montanha nas costas, sofremos por isto. Talvez se tivéssemos a consciência de tais limitações não lamentaríamos, mas, sabiamente, recorreríamos ao uso de algum equipamento para nos auxiliar em tarefas em que somente o uso do nosso corpo é insuficiente.

Deveríamos ter  consciência que somos seres finitos, que fazemos parte da mãe Natureza e, portanto, estamos sujeitos a um ciclo de vida como todos os seres vivos. E é esta lucidez que nos permitirá encontrar soluções para compensarem as limitações que se impõem com o passar do tempo. Isto passa por repensarmos a arquitetura de nossas habitações; a disposição, o tamanho e a funcionalidade dos móveis; o tipo de dieta alimentar; programar consultas e exames de rotina para monitoramento adequado de parâmetros de saúde, entre outros.

É claro que precisamos viver o presente, mas não podemos ignorar o futuro. O problema não é envelhecer. O problema é não sabermos lidar com os conflitos inerentes ao processo de envelhecer. Outra coisa são as pessoas do convívio mais próximo, que por não entenderem as limitações dos mais velhos, passam a importuná-los (tem exceções, é claro).

Entre os muitos desafios de viver, também precisamos aprender a encontrarmos a melhor alternativa para as limitações que chegarão com o envelhecimento do nosso corpo. Precisamos nos dispor a ceder, a reconhecer, de sermos mais tolerantes, de substituir a força física pela inteligência, de encurtar as caminhadas sem nunca deixar de fazê-las, de fazer trocas e, o mais importante, de querer viver.

O mundo mudou e isto significa que não precisamos mais nos comportar como elefantes, que ao perder os dentes visualiza a morte como iminente. Hoje contamos com vários recursos, tanto na medicina, como em várias outras áreas, o que tem ajudado numa melhor qualidade de vida das pessoas mais velhas. E são esses recursos associados a nossa disposição de tocarmos a vida é que darão mais dignidade ao espermatozóide que um dia teve sucesso e nasceu para ser feliz e, paradoxalmente, também precisa morrer.


Ao Príncipe, tudo; à plebe impostos

by JCosta 

Fiz e refiz as contas. Não tinha jeito, estava no limite de meu orçamento, precisava novamente fazer cortes na minha matriz de consumo. O novo ano já era anunciado e, portanto, a prudência recomendava que nos preparasse para alimentar a voracidade tributária do príncipe e dos amigos do príncipe.

No principado todos estavam preocupados e a pergunta que permeavam os vales e as colinas era:  "por que o 'Senhor' nunca estava satisfeito com tamanho dos tributos?"  O tempo ia passando e a cada dia tínhamos que trabalhar mais para atender a parte dos impostos que aumentava todo ano; a plebe, atordoada, sem entender muito bem a razão de tantos sacrifícios, restava suar mais.

Os catadores de lixo, preocupados, se perguntavam se também seriam taxados quanto ao papel coletados? Para alívio da classe, um dos catadores acaba com a aflição do pessoal ao anunciar que os recicláveis coletados estariam, até segunda ordem, isentos do pagamento de impostos, tendo que pagar somente sobre o que consumiam.

Os empresários refaziam suas tabelas de custos e buscavam alternativas para enfrentar os novos tempos, onde alguns, preocupados com a sobrevivência da própria prole, chegavam a pensar em esconder parte do jerimum produzido. Outros exercitavam tirar o café da criadagem ou demitir o alquimista, alegando que cada um teria que comprar o próprio sabão para lavar a sua roupa. De repente o contador, após ter feito as contas falou: alguém vai quebrar, ou nós ou..., ao que o chefe que o escutava atento, interrompeu: alguns já estão quebrados, nós precisamos sobreviver que se repasse para o povo o ônus dos custos, não tem jeito, é a lei de mercado.

Os trabalhadores, inconformados, se perguntavam: e os nossos representantes? Onde estão nossos representantes que não vêem que estamos sendo aniquilados pelo excessivo valor dos impostos? Alguém questiona: lembram o que disse Rousseau: “as suas revoluções quase sempre as entregam a sedutores que só fazem agravar suas cadeias”.

No castelo: luzes, barulho, festa.

 


Álcool ou Gasolina

Pois até ontem se apostava que o álcool, quanto combustível, era a grande saída para enfrentar os efeitos poluidores e de preço do combustível fóssil conhecido por gasolina.

Em termos conceituais e práticos sim, o álcool é um tipo de energia mais limpa, pois os resíduos de sua combustão são menos tóxicos e poluidores que os da gasolina e seria economicamente viável se o seu preço estivesse à altura de competir com o preço da gasolina.

O problema é que a oferta de álcool no mercado, hoje, é limitada e o seu preço o torna inviável quando comparado com a gasolina.  A conta é simples, o preço do álcool deveria ser 30% menor que o preço da gasolina. Esta premissa é imposta pelo fato do álcool ter um rendimento em torno de 30% menor que os motores movidos à gasolina.

Mas o que faz com que o preço do álcool não seja competitivo? A oferta versus procura. A quantidade de álcool ofertada no mercado está aquém da demanda criada pela nova e crescente frota de automóveis do tipo flex, automóveis estes que tanto podem funcionar com álcool ou gasolina. Ou  seja, estabelece-se uma nova e propalada tecnologia bicombustíveis sem focarmos com seriedade na estrutura necessária para viabilizar a produção à demanda de mercado.

E para piorar a matriz energética dos combustíveis automotivos ainda temos a escassez de álcool anidro para misturar à gasolina, condição necessária  para fornecer parâmetros de octanagem à gasolina, característica importante no combustível dos motores de combustão.  Então, por questões de disponibilidade e de custo acabamos reduzindo o percentual de adição na fonte de álcool anidro com reflexos negativos na eficiência dos motores.

Por outro lado ainda temos o problema de um motor, que por ser bicombustível, deveria  funcionar muito bem a álcool ou a gasolina, mas que na prática não é bem assim.  O grau de eficiência está atrelado à configuração do software da unidade de controle de injeção e da concepção mecânica do motor, tais como parâmetros da taxa de compressão, ponto de ignição, entre outros.

Portanto, quando mexemos em algum item numa cadeia que se interliga,  os resultados e efeitos podem até não serem percebidos, mas, como na teoria do caos, são imprevisíveis ou, pelo menos, podem ficar fora de controle do usuário menos avisado. Entre os problemas podemos citar barulhos indesejados, falta de eficiência nas retomadas de velocidade, aumento do consumo, rendimento [energia/km rodado]. 

Jornei Costa 

sábado, 18 de janeiro de 2025

 

Um toque sutil do tempo

A garota, enquanto olhava a chuva pelo vidro da janela lutava para tirar uma casca de pipoca que se alojara sob a língua. O taxista olhava para todos os lados tentando identificar o seu próximo cliente. Próximo dali, um insistente repicar de sinos anunciava que a missa não tardaria a começar. Todos se movimentavam. Eram manifestações conscientes e inconscientes num vai-e-vem silencioso sob o acompanhamento invisível, mas implacável do tempo.

A lagarta, que ainda não era borboleta, aguardava calmamente o momento de dar o seu primeiro passeio fora de seu discreto casulo. Ao lado, a lesma subia o muro sem reclamar da sua pouca velocidade. A natureza rodava no compasso normal da rotação da terra. O ciclo da vida se repetia. Nada era estático. A pulsação do meu sangue e o tempo que transcorria dava-me a idéia clara da dinâmica de todas as coisas, dessa energia em que estamos imersos e sobre a qual não temos o controle de detê-la.

Na tentativa de confirmar algumas imagens cheguei a pensar em voltar, não foi possível, já era passado. O tempo, indiferente, seguia adiante. Tudo à minha volta continuava a acontecer. Percebi, pois, que o mundo era também um pouco nervoso e não está disposto a esperar. E, lá estava ele, o tempo: posicionado no alto como uma águia, ia fazendo seus registros numa contagem sem retorno.

Cheguei a pensar em brigar com o tempo, mas os meus sensores alertaram-me da minha irracionalidade. Foi quando então, numa situação de reflexo metafísico, ao invés de me contrapor, aliei-me a esse companheiro que nos acompanha e nos dá o sentido de passado, presente e futuro.

A garota olhava a casca de pipoca na ponta do dedo. No ponto de táxi, não havia taxistas. Os religiosos, já tinham exorcizado seus pecados e voltavam aliviados para casa.

Jornei Costa


O livro

A decisão já estava tomada. Não havia a opção de retorno. A questão era de sobrevivência. Lá estava eu pela primeira vez enfrentando uma metrópole. A meta era começar a conhecer a cidade que me daria guarida nos próximos dias, pelo menos. O destino era o centro da capital do Rio Grande do sul: Porto Alegre. Um grande desafio para quem estava iniciando uma nova proposta de vida
Estava no centro de Porto Alegre. Tudo era novidade. Os prédios, os carros, as pessoas. Eram aos milhares. Oh, quanta gente! As pessoas transitavam aos lotes num vai-e-vem como se não houvesse nenhuma dúvida onde elas queriam chegar. Não era o meu caso.
Passado o impacto das primeiras novidades, involuntariamente, o meu cérebro começou a pensar e fazer perguntas. As dúvidas e os medos começaram a fazer-me companhia. Todas aquelas pessoas não evitaram a sensação de sentir-me só. A sensação de solidão era tão grande que deu oportunidade para que o medo se instalasse na minha alma. Comecei a sentir as pernas cansadas. As perguntas não cessaram. O meu cérebro tentava de todas as formas elaborar respostas, mas elas não surgiam.
Pensei em fugir daquele panorama hostil, quase que insalubre. A coragem inicial deu lugar a um carrossel de dúvidas e medos. O meu cérebro fervilhava completamente improdutivo, pois não elaborava nenhuma resposta que pudesse dar-me um norte razoável.
A cidade perdeu seus encantos. Acalmar o meu espírito passou a ser mais importante. Eu precisava voltar a coordenar os meus sentidos. Necessitava de respostas. As circunstâncias levaram-me a pensar em ajuda. Mas que ajuda, onde? Eu estava só, não tinha conhecidos próximos.
O cansaço já era companheiro do meu corpo. Tive mede de não reagir. A cidade já não era importante. A luta era entre eu e as minhas perguntas sem respostas. Numa tentativa quase que desesperada tentei pensar novamente. Os estímulos eram fracos. Briguei com minha vontade, provoquei-a. Lentamente comecei a voltar para a minha nova realidade: a realidade onde eu teria que sobreviver. Tênues reflexos de lucidez começavam a me deixar enxergar os objetos e coisas que me cercavam. Subitamente tive o primeiro reflexo saudável: pensei numa leitura que amenizasse todo aquele estado de angústia. Pensei num livro. Mas quê livro?
Eram muitas as livrarias. Bem maior era o número de livros expostos nas vitrines das mesmas. Meus olhos percorriam todos os livros. Os títulos passaram a ser o alvo. Havia livros com os mais variados títulos, cores e preços?
As minhas pernas reclamavam. O cansaço sugeria que parasse e descansasse. Mas, os meus olhos, contrariando as circunstâncias, continuavam a fotografar e mandar mensagens para o cérebro. Um estímulo especial me fez parar, sobre um tablado de madeira crua estava repousando um livro de capa azul, onde podia ler o título e o autor: O dilema Humano, autor: Rollo May.
Levei a mão à maçaneta da porta e entrei. Decidido caminhei em direção à vendedora. Após tê-la cumprimentado, apontei para o livro dizendo que queria vê-lo. Após tê-lo folheado e examinado troquei meia dúzia de palavras com a vendedora e comprei o livro.
Esqueci do mundo e do cansaço e fui logo lendo aquele livro, como se ali tivesse as respostas que o meu cérebro não tinha me dado. O livro era uma literatura de psicologia onde associava o dilema humano e princípios de psicanálise. À medida que ia lendo aquele livro comecei a relaxar, o que não sei se pelo seu conteúdo ou pelo novo foco da minha atenção.
No dia seguinte a nova realidade já não me causava tanto impacto.

Jornei Costa


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

domingo, 10 de abril de 2022

Como excluir o navegado da Microsoft Edge

Vá no ícone do Edge, clique com o botão direito > mostrar arquivos > marcar todos os arquivos > clicar com o botão direito em cima dos arquivos marcados > excluir. Depois vá na lixeira > limpar lixeira. Pronto. para escluir o Ícone > arrastar para a lixeira > sim.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Como tornar a abertura do seu navegador mais rápida

Para tornar a abertura de seu navegador mais rápida é necessário aumentar a memória virtual do PC.
eu configurei conforme segue:

Mínima: 800 MB
Máxima: 8000 MB

Passos:






















quinta-feira, 1 de novembro de 2018

O bajulador e o mentiroso


by Jornei Costa

O bajulador e o mentiroso começam a perder espaço no imaginário do proletariado. A enganação perde um pouco do seu glamour. O inútil já não faz tanto sucesso como na época em que não fazer nada era pré-requisito para receber o título de conde. Há certo frenesi, que contragosto, se instala na epiderme dos indolentes. E, a tão discutida ética comentada e postulada por Kant, que me dava a impressão que só servia para “encher linguiça”, volta a ser esporadicamente mencionada. Hoje, todavia, já voltamos a falar que a vida é um bem maior, respaldada pela Constituição. Voltamos a querer saber se o fato é verdadeiro ou é falso, coisa que em passado recente era o que menos importava. 
 
Embora já não estivéssemos no ano de 1917, ainda imaginava-se o confisco arbitrário da propriedade privada. Ao Estado, tímido, cabia o ato de observar, quando, em outros países agia-se no cumprimento da lei. Confundia-se a república com a casa da mãe Joana. O termo república servia apenas como argumento de autoridade. 

À medida que as distorções em relação aos conceitos universais se tornavam consenso comum cheguei a pensar que estava sofrendo da síndrome da idiotice crônica, uma psicopatia que merecia tratamento clínico, embora não estivesse contemplado na relação da epidemiologia. 

Ainda bem que tinha lido o Monge que vendeu sua Ferrari e, isto fez eu refletir o momento, cujos atos/atitudes colidiam com tudo que tinha aprendido nos bancos universitários. Sim, foi a reflexão que me levou a concluir que nem estava estudando para “burro” e que nem estava louco. Tive paciência; os monges tem paciência. Sim, ainda havia o conceito de gravidade, ação e reação. As teorias continuavam sendo teorias e os dogmas continuavam imutáveis. Então, grosso modo, a realidade não mudou; o que mudou foi o comportamento das pessoas. Bom, comportamento é resultado de uma vontade ou de uma psicose. Bem, sobre as vontades eu não tenho o menor poder de administração, portanto, quanto às vontades me cabe somente observar. 

Todavia, sempre pensei no panorama o qual estava inserido e isto me fazia pensar. Opa, se penso logo existo. Talvez nem tudo esteja perdido, pois para felicidade minha vi outras pessoas pensando, discordando e indignando-se, o que me levou a concluir que o mundo tem muitas baratas, mas também tem gente. Era a biologia e a antropologia moldando uma sociedade viva.

domingo, 13 de maio de 2018

A Ruptura



A oportunidade para a construção do país se inicia no ponto da desconstrução. Os políticos e a política em estado de putrefação são mostrados sem véus. O congresso e o governo são colocados no banco dos réus. O contribuinte ou o cidadão assume o compromisso de avaliar e julgar, num processo coletivo, os políticos que integram congresso e o governo brasileiro. O episódio que vem a público expondo a contaminação disseminada de corrupção e atos ilícitos na Casa Legislativa e no governo em Brasília, coloca o Brasil na relação de países subdesenvolvidos mais corruptos, comparável com países de regimes ditatoriais pobres da África e da Ásia. [fragmento de A desconstrução e a construção - by JCosta]
https://www.recantodasletras.com.br/artigos-de-politica/5970540

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O diagnóstico

Foto: Plane Assessoria Contábil
O diagnóstico

JCosta

Diariamente nos defrontamos com problemas. Também, diariamente temos a necessidade de buscar e, se possível, encontrar soluções para problemas. Não menos importante é lembrar que existe literatura específica na gestão da qualidade que trata de maneira científica/método como identificar e resolver problemas. Todavia, a nossa opção é tratar o assunto de maneira mais light dando ênfase à prática do dia a dia.

Quando fala-se em problema há a necessidade de identificarmos qual é o problema, ou seja, personalizá-lo. Ah, antes de mais nada é importante ver se o que achamos que é problema é realmente problema. Feito isto, deve-se caracterizar o problema, o que significa formatar o mesmo de tal sorte que você possa falar dele, dizer do tamanho dele, que jeito ele tem.

Opa, aquilo que pensávamos que era um problema é (pelo menos para nós) um problema. Agora já temos parte do caminho percorrido. Próximo passo: encontrar a solução. Neste estágio, o da solução, eu gostaria de registrar uma citação do historiador Leandro Karnal: “A mesma cabeça que elabora a solução é a mesma que elabora o problema.” Em outras palavras poder-se-ia dizer: que a solução ou parte da solução de um problema está na cabeça de quem elaborou o problema. Todavia, a coisa não é tão simples assim. Existe problema, cuja solução foge do nosso entendimento/solução. Nestes casos, geralmente, busca-se a solução com a ajuda ou contratação de uma outra pessoa/especialista, cujo grau de conhecimento seja indicado/adequado para encontrar uma solução para o problema. Nesta fase, quando submetemos o problema à outra pessoa/especialista busca-se o diagnóstico do problema.

O diagnóstico. Segundo profissionais esta é a parte mais importante no processo da solução de um problema. Diagnóstico errado, “solução” errada. Diagnóstico certo, grande probabilidade de resolver o problema. Mas, se você contrata um profissional tenha presente que seu diagnóstico poderá não estar correto? Sim. Eis aí mais um problema: o diagnóstico errado. Nesta situação passa-se a ter dois problemas: o problema origem e o problema do diagnóstico errado. E aí, novamente, você vai ter que entrar no caso para ajudar na solução do problema. Como? Ficando atento a todo o processo da busca da solução do problema, o que eu chamo de aguçar a percepção. Na questão diagnóstico o erro e acerto estão separados por uma tênue linha de probabilidades. Defendo a tese que errar não é humano; acertar é humano. Mas estamos num mundo de infinitas possibilidades, entre elas as dos erros. Tem os que erram por ignorância (desconhecem o assunto), tem os que eram por incompetência e, tem os mal intencionados que erram de propósito por não assumirem o compromisso com o qual se comprometeram que, aos olhos do bom cidadão, achamos que simplesmente que ele errou: é o sacana.

Portanto, não pense que a titulação de uma pessoa lhe dá o poder do acerto. Todos nós precisamos estar atentos e participar na solução do problema, pois a mesma cabeça que encontra o problema pode e deve ajudar na solução do problema.

Painel - Materias diversos sobre lona 90 x 110 cm

Painel - Materiais diversos (fragmentos de isopor, terra, areia, massa acrílica e tinta acrílica) sobre lona - 90 x 110 cm.

by JCosta





terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O mito de um sistema político falido


 Foto: do blog Várzea Paulista

by Jornei Costa

Há mais de vinte anos li Arquipélago Gulag do romancista e historiador russo Alexandre Soljenítsin. Para não dizer que não recordo de nada das centenas de páginas do livro, arrisco a dizer que ele escreveu sobre a história política da rússia, onde o governo comunista se apropriava de tudo e de todos. Privacidade na Rússia de Soljenístsin nem pensar. Ninguém era dodo de nada, incluindo a sua vida e a da sua família. O escritor laureado com Nobel de literatura em 1970, embora na sua juventude tenha se definido como marxista-leninista, mais tarde, desgostoso com o panorama político do país muda seu perfil político para nacionalista-monarquista, sem entretanto, se inclinar pelo processo democrático, talvez porque tenha se acostumado como o processo escravista imposto pelos governantes com os quais conviveu. Mas, mesmo assim, preservou sua personalidade pensante, o que o fez discordar das barbáries praticadas pelos governantes de sua época. Isto (discordar do governo) lhe custou a decisão política de condenação aos institutos gulags, também conhecidos por campos de trabalhos forçados.

Embora comunismo e Rússia sejam assuntos recorrentes e tenha se esgotado, tenho certeza que ficou o mito e uma relação distorcida entre comunismo e socialismo, fato que levou vários políticos brasileiros, bem como seu eleitores a associarem seu comportamento e pensamento político ao sistema russo. Nunca vi essa situação como saudável e coerente, no máximo, via como uma proposta cheia de glamour ideológico niilista.

Para entender um pouco dessas posições ditas ideológicas e radicais, pesquisei sobre Karl Marx, Lenin e a Revolução Russa na busca de uma relação plausível e coerente entre pessoas e sistemas que justificassem tal simpatia a regimes autocráticos, ditatoriais e absolutistas; afinal, os russos moravam mal, vestiam mal e comiam mal e, em resumo, eram apenas “coisas” do, ou, a serviço do Estado. Uma amor doentio com ares de patologia ao estilo atual do Estado Islâmico.

No final do ano que passou, numa livraria, vi-me frente a afrente com o seguinte livro: A herança de Stalin – Três Gerações de Amor e Guerra de Oewn Mathews. Ôpa, talvez esteja neste livro a explicação para os simpatizantes e fanáticos pelo comunismo russo. Owen é formado em História e Política russa pela Columbia University Harrimam Center, St Antony's College Oxford e jornalismo pela Faculty of Moscou University. É escritor, historiador e jornalista inglês , tendo nascido na Inglaterra, mas cujos avós e mãe eram russos.

Ele vai atrás da história de seus avós. Para tanto, ele entra na Rússia atual para pesquisar e buscar informações da vida da sua família e da vida política do país que matou seu avô e acabou com a dignidade de sua avó e toda a sua família. O percurso foi longo, desde Stalin até datas mais recentes como os anos 1990. Trata-se de uma história real e triste. Falou de um regime política de dar medo a qualquer mortal que esteja acostumado com repúblicas com um mínimo de democracia. Como brasileiro, mesmo com um república em pedaços e um regime democrático em formação, confesso que, em momento algum fiquei com inveja do comunismo ou “socialismo” russo. Fiquei sim foi traumatizado com um regime, onde não somos donos nem mesmo da nossa alma. Aliá George Orwell em seu livro 1984, sem citar nomes, deixa bem claro essa situação em sua crítica a um país, cujas pessoas são monitoradas e dominadas pelo Estado.

Não quero apenas me contrapor aos que defendem e fazem apologia a regimes em extinção. Mas gostaria de dizer que não existe nenhum glamour em ser escravo ou não ser dono do próprio nariz. Sugiro que gastem energia em algo que respeite a propriedade privada, as pessoas e o livre ato de pensar, ao invés de brincarem com ideologias mofadas e inúteis.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O detalhe - parte II




by Jornei Costa



É o detalhe que faz a diferença. Na área da Tecnologia da Informação, por exemplo, grande parte dos produtos de Softwares e aplicativos não são utilizados ou deixam de ser usados pela dificuldade de usá-los (usabilidade ruim). Sempre que falo sobre produtos e serviços lembro o livro Máquinas e Homens de Kim Vincent, professor de Humano-Tecnologia em uma universidade de Toronto, Canadá. O professor, em suas experiências e pesquisas cita dezenas de produtos e serviços com falhas/erros explícitos de projeto e, portanto, com problemas de funcionalidade/uso. Nos casos examinados, o doutor Vincent conclui que não foi feito a análise correta de requisitos (necessidades do usuário) para a elaboração do projeto do produto ou serviço. Antes de ler o livro do vincent, eu já havia desenvolvido a percepção da necessidade de questionar produtos e serviços; todavia, ao fazer isso eu sentia-me um pouco culpado pelo meu espírito crítico, depois, passei a adotar como rotina.



O que na linguagem do leigo chamamos de detalhe, em engenharia tem o nome de requisitos do produto/serviço. Dentro da proposta de garantir que o projeto de alguma coisa seja bem feito e funcione bem, há o pré-requisito de levar para o projeto todos os elementos essenciais, pelo menos. Quando o fabricante ou o prestador de serviço deixa de olhar tais requisitos colocam-se no mercado produtos /serviços defeituosos e de baixa qualidade e; portanto, com a morte anunciada do produto/serviço.



Dentro dessa linha de análise crítica, vamos aos exemplos, para que passemos da teoria ao “e agora, o que eu faço”? Para tanto, trago situações vivenciados, entre elas, o caso da lata de conserva que para abri-la fora atribuído no projeto uma tampa que ao puxá-la para retirá-la exigia cuidados redobrados para que não tivéssemos dedos ou a mão cortada pela tampa, após sua remoção. Adquiri vários produtos onde a carcaça em plástico apresentava arestas cortantes; obrigando-me, caso quisesse usar sem ter o risco de sofrer um acidente, de lixar a parte cortante. Recentemente almocei num restaurante em Rio Grande e ao pagar a conta eu disse para o suposto proprietário: “nota dez para os pratos oferecidos, mas nota zero para o banheiro/sanitário”; intrigado, ele perguntou: “por que nota zero?”, sendo que respondi: “a porta não fecha, não tem sabão, papel toalha e a torneira não funciona bem”; pego de surpresa pela realimentação ele se defendeu: “acontece que neste horário a coisa fica muito corrida e aí não dá para cuidar dos banheiros”; no contraponto, observei: “a qualidade dos banheiros é tão importante quanto a qualidade do cardápio observei, tem caso em que clientes escolhem o restaurante não só pelos pratos oferecidos, mas também pela qualidade dos banheiros/sanitários”. Dito isto, paguei a conta e fui embora. Vincent diria: “Ele não pensou no projeto de um restaurante, mas num estabelecimento para fornecer alimentos prontos”.



Entre os diversos casos citados por Vincent, ele fala de pequenos e grandes problemas, indo do caso do desenho da escova de dente que oferece problemas para escovação dos dentes molares mais ao fundo da boca, aos desastres nucleares por projetos mal feitos de painéis controladores/sinalizadores; morte de pacientes por trocas de medicamentos por falta de sistemas/recursos que garantam a aplicação do medicamento certo; erros da cirurgia do membro errado, conhecido por erro da escolha do direito/esquerdo; queda de aviões durante o período da segunda guerra por erros de projeto na localização muito próximos dos manetes de acionamento do trem de aterrisagem e de movimentação dos flaps das asas; equipamentos para exportação, onde no projeto, não foi considerado o tamanho/altura dos usuários das máquinas/equipamentos.
 
Alguns continuam achando que alguns problemas são apenas detalhes sem muita relevância. Isto também pode ser uma questão de ponto de vista, portanto...

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Político safado


GLOBONEWS DOCUMENTO

Renata Lo Prete nesta reportagem traz a público as causas dos grandes problemas do Brasil que emperram  o país de sair do subdesenvolvimento.

Publicado em 18 de dez de 2016
GLOBONEWS DOCUMENTO
Como era organizado o esquema da Odebrecht
Após a assinatura do acordo de delação da empreiteira e da decisão do STF de manter Renan Calheiros na presidência do Senado, um vazamento bombástico: Claudio Melo Filho citou nomes fortes do governo, inclusive o de Michel Temer. Com o depoimento, fica claro um esquema de compra de aprovação de leis e medidas provisórias, que não era exclusividade da Odebrecht.