domingo, 22 de novembro de 2015

A falta de tempo

by 
Jornei Costa

O tempo que era para ser democrático tornou-se autoritário. Ninguém tem tempo, pelo menos para os outros. Estão todos muito atarefados. Parece que, mesmo os que têm tempo, fazem de tudo para não tê-lo. Tarefas sem o menor valor passam a disputar prioridades em agendas, cujas folgas tornam-se exíguas. Parece que temos medo de ter tempo e não saber o que fazer com ele. Exercitamos o egoísmo de estarmos sempre muito ocupados, assim não temos que dividir nada, muito menos o tempo. A dúvida sempre me persegue. Pessoas caminham em várias direções e abanam em cumprimentos rápidos de modo que nunca sei se estão com pressa ou se tem receio de dizer, sem palavras, que alguém poderia pensar que elas têm tempo.

Sabe-se que o relógio do tempo não espera e que o mundo é dinâmico, mas não precisamos ter medo de ter tempo e nem precisamos inventar algo inútil para justificar a ausência total de tempo para com o outro. Parece-me que fazemos questão de construir-se uma realidade com muitos compromissos para justificarmos, quando chegarmos ao fim do caminho, que faltou tempo para realizarmos os nossos sonhos ou de fazer alguma coisa.

Alguns optam pela rotina repetitiva, mesmo quando esta não é e nem se faz necessária. Embrenhamo-nos no tédio absoluto apenas pela certeza da não imprevisibilidade. Um passo depois do outro, o mesmo meio-fio. Absoluta certeza de não ter que responder o que não gostaria de responder. Pessoas com tempo é um risco para pessoas que nunca tem tempo. Ainda não aprendemos a ariscar o desconforto de ter que pensar. Construo o meu mundo cercado de muros altos para serem obstáculos reais para que ninguém comprometa a segurança do meu tempo conhecido. É mais fácil dizer que não posso, pois assim, o risco de ter que responder a uma situação indesejada é apenas uma remota hipótese. 

"Ah se eu tivesse tempo; teria estudado matemática, teria sido um artista da dramaturgia clássica, teria mudado o mundo. O mundo conspirou contra mim. No lugar de oportunidades ganhei muitas armadilhas, todas elas com falta de tempo. O sono é o grande vilão. A preguiça teima em cercear o meu tempo o tempo todo. A vontade me abandonou no pior momento, justamente, quando tinha tempo. Droga de vida, onde foi parar o meu tempo?"

Quem volta do trabalho diz que não tem tempo porque está cansado. Quem estuda diz que não tempo porque tem que estudar. Quem não faz nada diz que não tem tempo porque ainda não olhou as atualizações do Facebook. Chego a desconfiar desse mundo muito ocupado. Às vezes chego pensar que não temos tempo para poder morrer mais cedo. Se não existo, não tenho compromisso com ninguém. Não preciso responder, perguntar, interagir com pessoas vivas; afinal, os mortos não falam, já tiveram o seu tempo. Ou, talvez, não seja nada disso. Talvez seja uma percepção distorcida do que seja o tempo.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A era das ideias

by Jornei Costa

Lembro, sem muita precisão, que lá pelos anos 2000, um pensador ao divagar sobre os rumos da sociedade do século XXI diagnosticou que estaríamos saindo da Era Industrial e entrando na Era das Ideias. O produto do século seria ideias, a venda de ideias. Parece que o "cara" tinha razão, pois o que se vê é uma associação de inovações e países ricos, em todos os sentidos. Dentro deste novo cenário de novas ideias destacamos os 10 países mais inovadores entre 141 países analisados conforme 79 indicadores relacionados com inovação, economia, política, e outros aspectos, estudo este feito e publicado pela Universidade de Cornell, Escola Pós-graduação em Negócios, na França e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual. Os 10 primeiros são: 1º Suíça, 2º Reino Unido, 3º Suécia, 4º Holanda, 5º Estados Unidos, 6º Finlândia, 7º Singapura, 8º Irlanda, 9º Luxemburgo, 10º Dinamarca. O Brasil ocupa a posição 70 no ranking. Parece que o nosso negócio ainda é produção de commodities (matérias-primas) com baixos valores agregados e com poucas ideias, salvo a produção agrícola, onde nos destacamos pela alta produtividade, mas cujas exportações ainda predominam produtos in natura, o que não deixa de ser visto como um atraso numa estrutura de negócios se considerarmos que, para cada quilo de frango ou arroz produzido, consome-se 1000 litros de água.

Se quisermos mudar nossa matriz de produção, precisamos, o quanto antes, investir em educação de qualidade com olhos em novas ideias e projetos, destacando produtos com mais valores agregados (tecnologia, mão-de-obra, requisitos de utilização compatíveis com o momento atual). A tecnologia embarcada é um destaque em todos os países ricos, pois estes produtos envolvem softwares (programas) e hardwares (parte física) com uma importante demanda de mão-de-obra em todos os níveis e especializações. A tecnologia embarcada já faz parte do nosso dia-a-dia, onde podemos citar as modernas geladeiras, TVs, micro-ondas, automóveis que usam combustíveis fósseis ou não, motos, smartphones, computadores de mesa, notebooks, aviões, robôs, equipamentos hospitalares, CFTV, controle de dados de animais, gente, e aí por diante. É um mundo sem volta. É claro que como todas as coisas há vantagens e desvantagens; entre as vantagens, o poder de fogo em relação aos preços: pode-se cobrar mais pelos produtos, pois ideias tem um elevado valor no mercado global. Desvantagens: precisamos nos preparar para migrar do século XX para o XXI.

Os efeitos morais das atitudes

by Jornei Costa

Pois, depois de 12 anos, o Ex-premiê Tony Blair vem a público pedir desculpas pelos erros na Guerra do Iraque. Já era hora; afinal, depois de assistir a migração no norte da Europa, cujas causas estão fincadas nas ações de abuso de poder e propostas de moralidade duvidosas, o Mr. Blair deve ter convivido com o drama de consciência por ter sido, juntamente com seu amigo George W. Bush, os causadores do caos que ora se estabeleceu no Iraque e na Síria com o surgimento do Estado Islâmico.

No período que antecedeu a invasão do Iraque eu acompanhei todos os debates entre personalidades de vários setores internacionais, incluindo a ONU e, na época, estava bem claro, não havia nenhuma prova de que o Iraque tivesse arsenais de armas químicas, pretexto usado para o Iraque ser destruído.

Mesmo sem argumentos convincentes, Blair e Bush decidiram invadir o Iraque. É claro que não faltaram quem defendesse as ações dos dois mandatários, alegando, por exemplo, que o Saddam Hussein era um tirano e, por ter esse perfil precisava ser eliminado; mas aí fica a pergunta, e as outras dezenas de tiranos que comandam os vários países da Ásia e África, por que estes também não foram ou são depostos, julgados e punidos?  

No caso em pauta é óbvio que os interesses eram outros, por exemplo, atender setores cuja matriz de ganhos econômicos ainda está fundamentada no velho e bom petróleo e na produção de armas de guerra. Um ranço, que embora fora de moda, ainda é um grande combustível para se fazer guerras, cujas consequências tem o jeitão de uma equação não-linear, a do caos.

Entre muitas dúzias de consequências danosas das ações consideradas imorais, temos o surgimento do Estado Islâmico e a migração de uma parcela da população do Iraque, Afeganistão e Síria em direção a Europa em busca de alguma possibilidade de preservar a vida.  Enquanto isso os Estados Unidos e Inglaterra, responsáveis por inserir variáveis imprevisíveis na fórmula do caos desses países pobres, continuam omissos na busca de uma solução ou de investir na recuperação do desastre criado.

Mas o grande problema que eu vejo em tudo isso é que deveríamos aproveitar melhor os ensinamentos das experiências vividas e, outra questão que me intriga, é que a história se repete em seus aspectos diabólicos e imorais; afinal, onde desejamos chegar?

Os homens do presidente

by Jornei Costa

Não estou falando de "Todos os Homens do Presidente" filme que reproduziu no cinema o escândalo Watergate ocorrido na década de 70, nos Estados Unidos, o que culminou com a Renúncia do presidente americano Richard Nixon.

Hoje, o cenário é tupiniquim: "Os homens do presidente" e ainda não tem filme, nem candidatos aos possíveis personagens que farão as denúncias do maior escândalo republicano, no país que é a nona economia mundial (acabou de perder dois pontos no ranking). A história já está pronta, faltam alguns detalhes, mas são de acabamento, nada que possa mudar a essência da trama.

Lawrence Kohlberg, que foi professor da Harvard University, desenvolveu uma teoria chamada Desenvolvimento Moral, onde ele diz que o desenvolvimento moral pode ser estratificado em níveis e estes em estágios. A teoria formula três níveis: Pré-convencial (crianças) que, por sua vez, é subdividido em dois estágios, estágio 1, cuja orientação social é Obediência e Punição e o 2 é Individualismo/Instrumentalismo. O nível Convencional (adolescente) tem o estágio 3, "Bom garoto/Boa garota" e o 4, Lei e Ordem. O nível Pós-convencional (adulto), estágio 5, Contrato Social e o estágio 6, Consciência Social. 

Em "Os homens do presidente" parece que a teoria do professor Kohlberg se aplica muito bem, mas ao contrário, ou seja, o grande grupo dos falcatruas fizeram vistas grossas para todos os estágios da teoria de Kohlberg. Um belo caso para debate acadêmico. Mas teria esse tipo de assunto efeitos na pobreza nacional e mundial e, portanto, mereceria atenção? Por este enfoque, sim. Grandes estudiosos de efeitos sociais e econômicos atestam que uma das maiores causas da pobreza e a miséria no mundo é a corrupção. É claro que o assunto da moda é o aquecimento global, mas será que é confortável convivermos com o coquetel de problemas que nascem em um ambiente com elevados níveis de corrupção?

O Armazém

by J Costa

Numa das muitas curvas da RS 608, estrada de chão que liga Pedras Altas a Herval, ficava o Armazém. Não era um armazém qualquer, era um armazém com cara de Shopping Center ao estilo Idade Media. 

O movimento começava cedo, com o café da manhã numa mesa de dois metros e meio por um e quarenta, sob o teto de um rancho coberto por palha de santa-fé. Mais ao canto, na cozinha, o que não faltava era água quente contida em chaleiras de ferro em cima de um fogão da marca Berta.

Naquele centro comercial, cujo foco era o armazém, os nativos atendiam suas demandas básicas, entre elas, a informação; vendiam peles de ovelhas, banhavam o gado, compravam querosene, gasolina, carregavam as baterias dos raros automóveis da comunidade, negociavam campo, vendiam ovelhas, gado, cavalos, e decidiam o preço da semente da cebola. 

A mangueira, localizada a cinquenta metros da porta do estabelecimento, emitia barulhos de patas de cavalos e os gritos  ritmados dos peões que organizam o gado para entrar no brete, que desembocava num banheiro para banhar os animais contra parasitas. Na continuação ficava o piquete, pequeno espaço de campo, onde gado ficava até que o evento do banho fosse completado.

Sentados em bancos de tábua de trinta, a turma expelia baforadas de fumaça de seus cigarros de palha, enquanto, entre uma conversa e outra trocavam de mão em mão um copo de cachaça de péssima qualidade, o que era denunciado  pelas caretas que faziam. Num canto, numa altura de um metro e vinte um rádio da marca Tele União falava da feira que iria acontecer no Herval e região e também dava recados da comunidade campeira que eram ouvidos com muita atenção.

O armazém, que era parte de uma casa de alvenaria, permitia que os familiares entrassem no interior da habitação. No final de um corredor ficava uma porta lateral que tinha na sua frente, no jardim, um pé de jasmim e a aroma de suas flores inundavam o ambiente de toda casa, numa oferta de desodorante gratuito, mas de ótima qualidade.

Perus, galinhas, porcos, frangos e até filhotes de avestruz circulavam no pátio e redondezas; uma festa da bicharada. Atentos, olhavam para todos na espera do desejado alimento que ainda não tinha chegado. Barulho de milho, tumulto, a corrida era grande; "saiam da frente senão o porco te derruba”, alguém gritava.

Tinha o almoço, o café da tarde, a janta, o pós-dia e o planejamento do dia seguinte, uma festa interminável, principalmente para a gurizada, que estava sempre na expectativa do que iria acontecer.

O "Cárcere"

by J Costa

Não era um elefante. Não era um animal qualquer; era um homem. Um homem que de vez enquanto tirava um tempo para viver dentro de uma área de seis metros quadrados.  O espaço era uma garagem aberta. Era neste espaço sem portas nem paredes que o homem deslocava-se em trajetórias aleatórias, mas nunca ultrapassando os limites da garagem.

Conta-se que na Índia adestram-se os elefantes prendendo uma corrente de mais ou menos vinte metros no pescoço do animal e a uma árvore. Ao longo do tempo o bicho limita-se a passeios condicionados ao comprimento da corrente. O adestrador entende muito bem o processo que se estabelece entre o comprimento da corrente e o cérebro do elefante. Depois de um período que já está definido na receita passado de pai para filho, o adestrador coloca o elefante embaixo da árvore sem a corrente e, sem surpresas, o bicho circula no limite de vinte metros de percurso. Pronto, ele está preso ao seu limite imaginário.

No dia seguinte lá estava o homem. Dava passos ritmados e sem pressa, dentro do seu quadrado. Prendia algo entre os dedos em uma mão nervosa que se alternava em movimentos articulados de sobe e desce. Olhava para todos os lados, ia até a marca fictícia dos dois por três metros e voltava. Estava em sua vitrine sem vidros, mas com fronteiras marcantes e construídas para a sua realidade. Estava condenado a sua prisão. Uma masmorra, onde as paredes eram tênues cortinas de ar. Não havia grades e nem concreto. A arquitetura da prisão não tinha design especial nem torre de controle com faroletes especiais para anunciar fugas. A fuga era impossível. Ele era refém da prisão construída com os melhores materiais disponíveis na natureza: neurônios biodegradáveis. A tecnologia, embora primitiva, ainda era considerada de ponta.

O "cárcere" voltou a ser apenas uma garagem. O espaço se alternava entre dois mundos, o do escravo e do proprietário do espaço, um homem aparentemente livre. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Stechpad 3.7 Draw

Aplicativo on-line para produzir figuras de animações.
 
Site: https://sketch.io/sketchpad/


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Foto da linha cubista (Picasso)

Lindíssima!!!



Nota: desconheço o autor.

Ataque do Blogger (Google) pelo site www.atat.ro

Para quem usa o Blogger do Google, poderá enfrentar um problema sério de bug causado pelo site www.atat.ro  . Este site usa o gadget "calendário" para grudar a URL no Blogger. Para eliminá-lo basta retirar o gatget calendário  do blog e salvar configurações.




Problema com o site www.atat.ro, ver no fórum:


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

SLEIPNIR - um navegador japonês com qualidade

SLEIPNIR - um navegador japonês com qualidade.

Pois, depois de ter tido sérios problemas de invasões por sites indesejados nos navegadores (browsers) Firefox e Google Chrome, estou testando o navegador japonês SLEIPNIR. O Sleipnir têm recursos de navegação e motor de busca semelhantes aos browsers citados, mas sem o incoveniente de se deixar contaminar por sites simbióticos (que se agregam sem você pedir ou aceitar) e de difícil eliminação. depois de uma semana usando o Sleipnir, ainda não tive esse tipo de problema. Todavia, há restrições, por exemplo os idiomas disponíveis, no caso, entre algumas opções temos inglês e espanhol. Eu escolhi espanhol e estou me dando bem com o idioma. 

O ícone é um cavalo, remetendo para mitologia grega. 





segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Resenha filme “Banalidade do mal” – Hannah Arendt

by JCosta
 
Em foco: o julgamento de Adolf Otto Eichmann, que teve o posto militar de Tenente-Coronel da SS, polícia militar do regime nazista alemão, durante a Segunda Guerra Mundial, período compreendido entre 1939 e 1945.

 Eichmann foi levado a julgamento no tribunal de Nuremberg acusado de ter cometido crimes contra a humanidade, sendo responsabilizado pela logística de extermínio de milhões de pessoas no final da Segunda Guerra, a chamada “Solução Final”, operação na qual organizou a identificação e o transporte de pessoas para diferentes campos de concentração, tendo sido reconhecido como executor-chefe do Terceiro Reich.

 Em “Banalidade do mal”, entram em cena as figuras de Hanna Arendt, doutora em sociologia e o réu Adolf Otto Eichmann e uma plateia interessada em ouvir argumentos que permitissem explicar os motivos que levaram uma pessoa no papel do Tenente-Coronel da SS, sob o comando do líder da Alemanha Nazista Adolf Hitler, a conduzir o extermínio em massa de pessoas. Durante o julgamento, o réu tenta defender-se das acusações de ter cometidos crime contra a humanidade, argumentado que ele estava executando ações segundo suas atribuições como funcionário militar em cumprimento as ordens de seus superiores, no caso, do líder do Partido Comunista e demais chefes. Hannah Arendt, palestrante convidada para falar sobre o julgamento de Eichmann, expõe esse cenário de conflitos éticos e morais na tentativa de entender o que levara uma pessoa a não seguir  princípios éticos universais e a banalização destes mesmos princípios. No filme a socióloga traz para discussão a questão da consciência moral.

 Para entender melhor as questões éticas e morais abordadas no filme “A banalidade do Mal”, faço uso de um fragmento do texto de Marilena Chauí do livro Convite à Filosofia: “A consciência moral manifesta-se, antes de tudo, na capacidade para deliberar diante de alternativas possíveis, decidindo e escolhendo uma delas antes de lançar-se na ação”.

 Arendt também menciona a posição da aceitação determinística, o que teria resultado em uma passividade das pessoas que estavam sendo mortos, em destaque os judeus. Isto, embora não justifique os meios para atingir um fim, teria sido um ingrediente comportamental que colaborou na consecução do holocausto?

Embora não faça parte pauta da proposta da resenha, convém lembrar que o povo alemão elegeu Hitler como líder do governo, dando ao mesmo poderes para deliberar sobre suas vontades e ações pessoais. Portanto, levar uma dezena de militares alemães a julgamento foi uma forma simbólica de mostrar ao mundo que se fez justiça com base nos princípios éticos e morais que regem a humanidade. Desta forma, tentamos minimizar as barbáries tratando os efeitos sem grandes preocupações e ações efetivas para evitá-las. Ainda não aprendemos a ser proativos na prevenção de grandes atrocidades.

 

Como Deixar Seu PC 100% Mais Rápido Sem Formatar (sem formatar)

Deixar o PC 100% + rápido: https://www.youtube.com/watch?v=TvbDkDivVFA&app=de

Caso você queira economizar tempo e não assistir o vídeo, eu fiz o algoritmos abaixo com os passos
para configurar a limpeza do disco e aumentar o espaço livre do arquivo raiz "C".

> iniciar > computador> disco C > botão direito > propriedades > limpeza de disco
> arquivos a serem excluidos > marcar todas as caixas > OK > aguardar... conferir
novo espaço livre.

Site: https://www.youtube.com/watch?v=TvbDkDivVFA&app=de






quarta-feira, 15 de julho de 2015

O drama do Narquita

by JCosta

Pois o Narquita andava meio cabisbaixo, mas não era para menos, afinal, o gaudério já vinha a mais de mês com uma dor danada na perna direita. Com um pé na bota e outro no chinelo, ele andava de lado firmando o peso do corpo no pé esquerdo para conseguir caminhar um pouco menos desconfortável.  Ao visitar o tio que morava lá pelas bandas do Jaguarão Chico, quando perguntado sobre o modo de caminhar rengueando foi logo contando da dor na perna: “pois olha, não quero te mentir, mas já faz bem uns trinta dias que essa dorzinha xarope me pegou, não sei se foi da última esquila ou de algum tranco que levei ao lidar no aparte de gado na fazenda do Zé Bagual, mas confesso que não tô aguentando”. O tio, na mais pura vontade de ajudar foi logo sugerindo uma das receitas mais indicada na região para esses casos: uma boa benzedura com a comadre Querimbina, prática que até então havia dado mais certo do que errado, mesmo que nos casos de melhora, esta, acontecesse só depois de uma semana ou mais. Acossado da pua, foi logo aceitando a sugestão. Após ter tomado uma chaleira de mate, levantou-se levando a mão na cintura, pediu a bênção para tio e encaminhou-se em direção à carreteira que levava ao rancho da dona Querimbina. Lá chegando, deu bom dia, e sem meias palavras, foi contando da dor na perna. Ela convidou o Narquita a entrar: “passe pra dentro e sente que nóis vai dar uma olhada nessa perna”. Não teve dúvida ela foi até a horta, onde havia somente um pé de limão bravo e outro de arruda, deu de mão num galho do arbusto e veio para dentro do rancho. A velha pronunciou palavras num idioma que talvez fosse primo do nosso conhecido português, movimentou o galho de arruda sobre a perna esquerda do gaudério que já foi dizendo: “dona Querimbina, não é essa, é a perna direita”.

De volta para cidade, ainda mancando e com uma dor danada, abriu a porta da casa e, por conta e com um pouco de culpa, procurou um analgésico que há mais de ano estava guardado num porongo na cristaleira da sala.

Alguns dias depois, ainda com um pé na bota e outro no chinelo com propósito de relaxar a perna “ofendida”, tomou a mais inédita decisão: consultar um médico, coisa que só havia feito trinta anos atrás, quando foi levado pela mãe no único médico da cidade para tirar um “bichoberne” da cabeça. Para alívio da sua angústia e  um pouco de sorte lembrou-se de um primo de terceiro grau que era médico e atendia na cidade vizinha. No dia seguinte levantou de madrugada, tomou algumas cuias de mate, colocou o pala no braço e dirigiu-se para a rodoviária. Ansioso, entrou no ônibus, sentou-se e já foi esticando a perna no corredor.

No consultório do parente, mais nervoso que pinto em cancha de bocha, pensava mais no diagnóstico do médico do que iria dizer, afinal, era a primeira vez que consultaria com o primo. O médico abriu a porta e vendo o parente o cumprimentou no bom estilo da parentada: “Ué, buenas, o que te traz pra estas bandas?”. O dito cujo explicou todo o acontecido e esperou a rotina de perguntas:

- Mas há quanto tempo tu vens sentido essa dor?

- Olha tchê, já faz mais de mês que essa dor me incomoda.

- Fumas?

- Sim, faz uns cinquenta anos.

- Muito bem, arremanga a bombacha para darmos uma olhada nessa perna.

- É a direita.

- Olha tchê, pelo que estou vendo a coisa é séria, pois há sinal evidente de início trombose obstrutiva.

- Como assim, trombose?

- Sim, tu desenvolveste um processo de obstrução da circulação do sangue que, de repente, pode levar à necrose do tecido.

- Como assim, necrose?

- Olha primo, como parente e amigo posso te dizer o seguinte: tu tens duas opções: ou tu deixas de fumar ou daqui a trinta dias tu vens aqui e eu corto essa perna.

O homem ficou branco, parou de falar por uns bons vinte segundos, tempo suficiente para refletir e, retomando o fôlego, falou:

- Bueno, agora fiquei sem muita escolha: então, acho que o melhor é deixar de fumar.

- Muito bem, é assim que se fala; fico feliz com a tua decisão.

O Narquita despediu-se do primo e retornou para casa. Ainda no ônibus, pegou o pacote de fumo e o livro de papel abriu a janela e jogou fora.

Deixou de fumar. A dor era coisa do passado, mas a vontade de fumar ainda era muito presente. Noventa e poucos dias depois, já calçando as duas botas entrou no boteco, e gritou: “me dá um pacote de fumo e um livro de papel”.

E a coisa é bem assim: cada um tem a liberdade de escolher o seu caminho.

domingo, 12 de julho de 2015

Segurança da informação

by JCosta
 
Em épocas de megabits e gigabits é importante ter-se presente que a internet, também conhecida por Wold Wide Web ou rede mundial de computadores é um ambiente que, a exemplo de ambientes físicos, também tem problemas relacionados com a segurança. Na  tecnologia da informação, existe uma área de especialização denominada Segurança da Informação para tratar das questões de segurança; nesta, são abordados de modo organizado, todos os conceitos, regras, recomendações e procedimentos para diminuir o nível de risco de vulnerabilidades do uso indevido dos dados de usuários  domésticos e das empresas.
Conceitualmente, informação, são todos os dados de registros físicos ou digitais de alguma coisa. Nas empresas, todos os dados armazenados em qualquer meio são considerados bens relevantes utilizados em vários processos de decisões, portanto, devem-se ter cuidados e critérios para tratar com os mesmos. A recomendação vale para o cidadão comum, também.
No caso das empresas, que fazem uso de e-commerce, marketing e transações de negócios através da internet, o risco de ter seus dados acessados por pessoas (hackers) ou mesmo de empresas mal intencionadas fica aumentado pelo volume de informações que circulam nas redes. Pensando nisso, faz-se necessário que o dono do negócio introduza uma rotina de controle da informação, estabelecendo que tipo de dados cada funcionário está autorizado a acessar. Para tanto, existe, também, o recurso de softwares (programas) cujo objetivo é monitorar e controlar o uso de computadores com a emissão de relatórios detalhados de acessos destacando, dia, mês, ano, horário, tempo, sites, e-mails, etc. Outra recomendação para aumentar a segurança é introduzir o requisito de login, com nome do funcionário e senha, onde se deve ter o cuidado do uso de senhas (password) não banais e programar períodos para trocá-las; desta forma, ao fazer-se auditorias para detecção de problemas, um processo de rastreabilidade possibilita a identificação dos acessos e os respectivos usuários.
Outro problema são os ataques por vírus – módulos de programas, que acompanham um programa principal com a finalidade de prospectar dados pessoais ou dos negócios da empresa. Portanto, é recomendável que o acesso de sites ou a realização de downloads (baixar) de aplicativos sejam realizados examinando-se  as informações do conteúdo da página, bem como a origem e credibilidade do site.
Penso que se deve tratar da segurança da informação com parcimônia, adequando os cuidados e controles à uma análise de riscos a partir dos tipos e volumes das informações/dados, evitando-se comportamentos extremados de supercontroles, o que ao invés de ajudar pode, sim, aumentar em muito os custos de segurança e até atrapalhar a gestão da informação.

 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Acrílica s/ tela e tecido, 140x160cm - Leda Catunda

Campeão II, 2011, acrílica s/ tela e tecido, 140 x 160 cm

Leda Catunda

http://www.ledacatunda.com.br/portu/comercio.asp?flg_Lingua=1&cod_Artista=93&cod_Serie=30











A síndrome do transtorno de identidade

by JCosta
Pois o transtorno dissociativo de identidade é um estado mental presente em algumas pessoas, as quais, dependendo das circunstâncias, ora se comportam de uma maneira, ora de outra, assumindo duas ou múltiplas personalidade.
No dia-a-dia nos deparamos com algumas situações típicas de pessoas com o distúrbio do transtorno de identidade nos mais variados espaços, entre elas, pode-se destacar alguns funcionários, cujas funções lhes conferem o poder de decisão; estas, quando não têm a capacidade de elaborar e entender a finalidade para o qual foram contratados, desviam-se da atribuição fim e comportam-se como verdadeiros idiotas, fazendo uso do poder para vomitar ordens com requintes de humilhação e, normalmente, constrangedoras.
No trânsito, um dos espaços mais democráticos, onde todos são iguais, segundo a legislação vigente, seguidamente vemos indivíduos conduzindo  “carrões” de marcas famosas acharem que tem o poder dos "reis" e, nesta posição de conflito de  identidades pintam e bordam até seu vizinho de pista abrir a janela e avisá-lo que ele está vivendo a sua segunda personalidade: a de idiota.
A vaga é para portadores com limitações físicas, mas eis que de súbito um indivíduo estaciona seu automóvel, tranca as portas, olha para trás, dá um sorriso de “levei vantagem” e afasta-se com a destreza de um atleta olímpico sem, é claro,  colocar a placa de identificação prevista para estas vagas; mais um idiota travestido de "rei".
Na alfândega o "rei" é parado para identificação, o guarda pede a carteira de identidade, ele, vivendo o frenesi do poder de sua profissão, logo vai mostrando a sua carteira funcional pensando, com toda certeza, que é o dono do mundo, mas de pronto é surpreendido pelo gesto de negação do modesto funcionário que tem o dever de lhe informar  que a lei prevê a identificação com a velha e conhecida Carteira de Identidade expedida pela Secretaria de Segurança Pública. Mas o impasse não para por aí, primeiro o "rei" surta, faz a velha e tradicional pergunta: “tu sabes com quem estás falando?” e o guarda, na obrigação de realizar o seu trabalho diz: “lamento meu senhor (a), acalme-se, senão vou ter que solicitar a sua prisão”; o "rei" acalma-se, mete a mão no bolso tira a Carteira de Identidade mostra para o guarda e atravessa a fronteira no seu novo papel: o de idiota.
Um pouco de lucidez e humildade não faz mal a ninguém e com estes singelos e virtuosos atributos, a convivência entre as pessoas será bem mais agradável e saudável. Afinal, quem precisa de "reis"?


Acrílica sobre tela e colagem de fragmentos de cartão - 42 x 30 cm

Acrílica sobre tela e colagem de fragmentos de cartão - 42 x 30 cm

by JCosta


domingo, 5 de julho de 2015

Programa para apagar/destruir/deletar pastas e arquivos indesejados e que se apresentam com comandos de bloqueios

IObit Unlocker V1.0


Como funciona:
Identificada a pasta ou arquivo que você tem certeza que deseja excluir, clique nele com o botão direito do mouse, selecione "IObit Unlocker", aparecerá a janela do IObit já com item escolhido e aí é só clicar no botão "unlock"; pronto, lá se foi o dito cujo pro espaço sideral!

Download no site: http://www.baixaki.com.br/download/iobit-unlocker.htm


Outra alternativa é deletar arquivos do Windows usando o Sistema Operacional Linus. Entrar no Linux como administrador(root),  na partição C, arquivos de programas, identificar a pasta onde está o arquivo(s) e, com o comando "delete", exclua o arquivo desejado.



sábado, 4 de julho de 2015

“Meu filho sabe tudo de computador”

by JCosta

Com esta expressão “meu filho sabe tudo de computador” os pais correm sérios riscos de estarem incentivando seus filhos ao uso da máquina a aprenderem matemática e português básico, habilidades que vão decidir o futuro da nossa sociedade.

Vejam o que disse Arnaldo Nisker, doutor em Educação e membro da Academia de Letras (ABL): “Estamos vivendo uma crise na qualidade dos nossos recursos humanos, o que acarreta graves consequências, pois muitas empresas se queixam de não poderem alcançar progresso em virtude dessa deficiência, que se revela em todos os graus de ensino, especialmente no médio e no superior”.

Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, o desempenho em matemática de alunos brasileiros, entre 65 países avaliados, ficou na 58º posição, ficando atrás do Chile, México, Uruguai e Costa Rica e à frente da Colômbia e Peru. Todavia, há que se destacar que entre 2003 e 2012, a média de desempenho dos estudantes brasileiros saltou 35 pontos, ou seja, de 356 para 391 pontos ficando 100 pontos abaixo da média de 494 pontos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Fonte: G1-EDUCAÇÃO, 03/12/2013.

Portanto, penso, sem qualquer dúvida, que é preferível usar uma folha de papel e um bom lápis preto nº 2 e saber matemática básica a operar uma máquina super-rápida com processamento em bits quânticos e ser totalmente analfabeto no uso dos números. O mesmo vale para a língua-padrão, no caso, o português. “Ele domina o computador”, mas escreve assessor com um “c” e “ç” “aceçor”. Enquanto isso, tratava-se uma guerra de conflitos entre o mercantilismo da venda de máquina, a ilusão de uma geração com pouca consciência e a educação brasileira. E aí fica a pergunta: como retirar o Brasil da 58º do ranking da OCDE?


O besouro e a pipoca

Fotos macro by JCosta


A pipoca

O besouro